LAGOS ANDINOS NO CHILE – A MONTAGEM DO ROTEIRO: TRANSPORTE, HOSPEDAGEM E OUTROS DETALHES

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Flor de Copihue (Fotografia de uma flor vermelha, que tem formato de sino. A flor está no cento da foto e do seu lado esquedo, na vertical, e abiaxo, na horizontal, estão dois galhos sem folhas. O fundo da foto está desfocado. No canto inferior esquerdo, em letras brancas, a inscrição @porquesomosdomundo. Fim da descrição.)

Esse post quase não tem fotos (elas estão ilustrando os posts específicos, cujos links de acesso estão ao final). Mas, trazemos, pra abrir, a flor de copihue, uma flor que inspirou lendas mapuches é celebrada tanto na literatura, como na música chilena, e foi oficialmente declarada “flor nacional de Chile” em 1977.

E esse post quase não tem fotos porque a intenção é trazer mais informação, pra ajudar a construir um roteiro para a região dos Lagos Andinos, no lado chileno.É uma região enorme e vai muito além do que visitamos… mas esperamos seja útil aos que pretendem conhecer essa região de paisagens deslumbrantes…

A viagem aos Lagos Andinos, no lado chileno, já vinha sendo desejada há muito tempo.

Essa região, conhecida como Lagos Andinos, é bem extensa e incluiu Chile e Argentina. Existe, inclusive, uma travessia famosa, que liga Puerto Varas a Bariloche, cruzando os lagos.

Nós decidimos ficar apenas em uma parte da região, do lado chileno. O lado argentino fica pra uma próxima…

Pesquisa daqui, pesquisa dali… e ela foi sendo preterida, pelos mais diferentes motivos.

Até que decidimos que já era tempo de ir… rsrsrs

Falando em tempo, uma das primeiras coisas que pesquisamos pra planejar uma viagem é “qual a melhor época”; pergunta que inclui, principalmente, as condições de clima, mas leva em conta também outras questões, como, por exemplo, um evento que gostaríamos de participar.

Para os Lagos Andinos, a nossa escolha incluiu um elemento bem particular, o “tábano”. E vamos explicar…

Essa região é naturalmente muito chuvosa e as precipitações diminuem um pouco no verão; época em que as temperaturas são mais agradáveis (é uma região de clima frio). De uma forma simples, se o interesse é por fazer atividades a céu aberto, como trilhas, o verão é a época ideal; e se o interesse é por atividades de neve, deve-se escolher o inverno.

Como nosso interesse estava no primeiro grupo, decidimos ir no verão.

Ocorre que, ao fazer nossas pesquisas, descobrimos que essa é também a época de incidência dos “tábanos”, que são insetos voadores, parecidos com moscas gigantes, que podem chegar a medir até 3,5 cm. Eles aparecem na região dos lagos nos meses de dezembro e janeiro, diminuindo no mês de fevereiro, até não existir nos demais meses. Parece que a relação deles é com o calor e a luz do sol.

Na época de incidência, eles são tantos que atrapalham fotografias, além de incomodar bastante, não somente com seu zumbido, como também com as picadas. (Existe muita informação, na Internet, sobre o assunto, inclusive sobre como driblar esse insetos).

Como não queríamos ser incomodados pelos tais bichinhos, passamos a viagem pra um pouco mais à frente, em março.

Pegamos um tempo bom, em geral, à exceção de Puerto Varas, onde ficou um pouco mais nublado e tivemos um dia de chuva. No geral, tivemos lindos dias de céu azul e de temperatura amena. Foi uma ótima escolha.

Seguindo nos planejamentos e preparativos, o próximo passo foi decidir o roteiro. Fixamos três pontos, considerando o tempo em que dispúnhamos e o ritmo em que gostamos de viajar: as cidades de Puerto Varas e Pucón e a Reserva Huilo Huilo.

A ordem das cidades foi decidida de forma a fazermos, mais ou menos, um círculo, já que estaríamos de carro. Levou em conta, também, a disponibilidade da hospedagem na Reserva e o fato de que, no final da viagem, queríamos estar mais perto do aeroporto de Temuco, de onde voaríamos pra Santiago. Acabamos fazendo, nessa ordem: Huilo Huilo, Puerto Varas e Pucón.

Por que decidimos fazer nossa chegada na região em Temuco e não em Puerto Montt, vizinha a Puerto Varas? Porque os trechos internos no Chile, partindo de Santiago, estavam muito mais baratos nessa primeira opção. E, afinal de contas, Temuco não está tão distante de Pucón; são apenas cerca de 100 km.

O roteiro foi feito de carro alugado, que reservamos pela Internet e pegamos e devolvemos no aeroporto de Temuco. Estar de carro é uma ótima opção, que dá muita liberdade, principalmente por se tratar de uma região em que as distâncias não são pequenas e tem muita atividade autoguiada. As estradas chilenas são de excelente qualidade e isso tem um preço: os pedágios. Eles estão tanto no decorrer das rodovias principais, quando nos entroncamentos com as secundárias.

Até tentamos juntar os recibos de pagamento pra ter uma ideia do valor final dos pedágios, mas, como eram muitos, foi ficando inviável cuidar daqueles papeizinhos todos. Mas, pelo que lembramos, os valores variaram bastante, entre $600 e $2.500 pesos chilenos. E vá preparado, inclusive com moeda local, porque são muitos e não vimos opção de pagamento com cartão.

Falando em moeda, usamos muito cartão de crédito (ainda achamos a opção mais prática e segura). Mas também levamos uns pesos chilenos que tinham sobrado de uma viagem anterior e que foram úteis, principalmente pra pagar os pedágios dos primeiros dias, nos deslocamentos pra Huilo Huilo e Puerto Varas. E, para câmbio, trocamos reais. Fizemos as contas e não havia grande diferença entre trocar dólar ou real. Aí a gente preferiu o real, até mesmo pela praticidade.

Voltando ao planejamento em si, decidido o roteiro, passamos à compra das passagens. Para os trechos internacionais, foi fácil fazer a compra: escolher no site da companhia aérea e pagar. Porém, para os trechos internos, no Chile, não foi tão simples assim…

Nós queríamos fugir dos preços das “grandes companhias”, que estavam com os valores nas alturas, e fomos buscar as companhias low cost do Chile, que fazem, basicamente, voos internos. Encontramos a JetSmart e a SkyAirline.

Encontramos os voos que queríamos com a segunda e fomos comprar os bilhetes. Uma tentativa; erro. Duas, erro. Sabe Deus quantas… dava sempre erro… não completava a operação, quando íamos efetuar o pagamento com cartão. Tentamos diferentes cartões, horários, computadores… até que resolvemos pesquisar na Internet e descobrimos a chave: as companhias do Chile somente aceitam cartão de crédito chileno! Na ocasião, lemos que era possível fazer a compra informando o número do cartão por e-mail. Fizemos contato e a informação não se confirmou. Estava criado o impasse: como comprar os bilhetes?

Tivemos, então, de usar o expediente desses sites de intermediação e conseguimos comprar pelo Skyscanner, pagando um pouquinho a mais, mas bem menos que o preço das grandes companhias. No final das contas, deu tudo certo. Conseguimos fazer nossos voos com tranquilidade… mas que deu dor de cabeça até descobrir a estória dos cartões, ah isso deu!

Compradas as passagens, passamos à reserva dos hotéis…

Para Huilo-Huilo, escolhemos um dos hotéis da Reserva, o Nothofagus, porque foi também por causa deles, por sua arquitetura inusitada, que resolvemos passar uns dias por lá. Falaremos mais sobre Huilo-Huilo… depois…

Para Puerto Varas, escolhemos o Weisserhaus, conjugando preço e localização (queríamos ficar no centro da cidade e próximo ao Lago), mas também considerando a existência de garagem. E esse foi um item essencial. Estávamos de carro e é quase impossível encontrar vaga pra estacionar, no centro de Puerto Varas, durante o dia. Era excelente chegar no hotel, a qualquer hora do dia, e saber que tínhamos onde colocar o carro. Fica a dica: estacionamento. Bom, quanto ao hotel em si, ele é pequeno, adaptado da casa dos proprietários, já idosos. A família mora no térreo e o hotel fica no andar superior, à exceção da área de estar e de café da manhã, que também ficam no térreo. É acolhedor e confortável, muito limpo e de atendimento cordial. Pra nós, os inconvenientes foram a falta de vedação das janelas do quarto, que deixavam entrar todo o cheiro de fumaça do exterior (sempre tem uma lareira funcionando…), e o café da manhã, um tanto limitado e repetitivo. Apesar disso, passamos ótimos dias lá.

Para Pucón, escolhemos o Cumbres del Sur. É um hotel novo, de design moderno, perto o suficiente do centrinho, pra ir a pé, mas afastado o suficiente, pra ser sossegado. E a gente ficou num quarto com varanda e vista pro vulcão. Tudo bem que a varanda a gente não usou, por causa do frio… mas ter vista do vulcão foi muito bom. O hotel tem garagem, embora ela fique num terreno próximo, onde funciona uma lavanderia, do mesmo grupo. Quarto confortável, café muito bom e funcionários mais que simpáticos. Um ponto: no nosso quarto, o wi-fi era sofrível!

Hotéis de conexão

Ainda, pelas combinações de voos, considerando que moramos em Aracaju, tivemos que dormir uma noite em Santiago, na ida, e uma noite em São Paulo, na volta.

Em Santiago, a escolha do hotel foi um tanto complexa. Precisávamos ficar próximo ao aeroporto, porque nosso voo, no dia seguinte, seria bem cedo. Mas os hotéis próximos do aeroporto são muito caros, principalmente se levarmos em conta que são hotéis, basicamente, pra dormir. Acabamos escolhendo o City Express Santiago Aeropuerto e reservamos pelo booking. Quando chegamos lá, descobrimos que, reservando pelo site do hotel, eles oferecem transfer gratuito do aeorporto; reservando pelo booking, não (ainda bem que o transfer do hotel para o aeroporto não depende disso). Tínhamos, então, que providenciar esse transporte. Vans e Taxis ficavam igualmente caros (aliás, chegar e sair do aeroporto de Santiago não é exatamente barato); as primeiras, demoravam muito (porque seguem um roteiro determinado e temos que esperar “encher” o veículo; nos segundos, tínhamos a dificuldade de encontrar quem aceitasse, porque o destino era muito próximo. Pra completar, não tínhamos internet pra chamar um Uber. Acabamos conseguindo um “taxi”, não exatamente oficial, pagando $10.000 pesos.

O hotel é muito bom, instalações confortáveis e modernas, bom café da manhã e restaurante 24 horas. O “senão” fica por conta do preço.

Tivemos uma ótima noite de descanso… importante pra pegar estrada no dia seguinte.

Em São Paulo – Guarulhos, ficamos no Domani. Um hotel simples, mas confortável, com café da manhã bom, restaurante quase 24 horas, estacionamento, transfer gratuito “de” e “para” o aeroporto, mesmo reservando pelo booking, e excelente preço. Gostamos tanto que já estivemos no hotel outra vez…

O aeroporto de Santiago não tem nadinha de Internet livre… nem uns minutinhos. Acabamos conseguindo um wi-fi aberto de uma locadora, no térreo, onde pudemos receber e mandar notícias pra casa.

Se quiser ver mais sobre essa viagem, é só visitar os destaques das stories, no nosso perfil no Instagram: @porquesomosdomundo.

E, pra saber como foram nossos dias nos Lagos Andinos, é só clicar nos links a seguir:

RESERVA HUILO HUILO – O REINO ENCANTADO NO CORAÇÃO DA SELVA PATAGÔNICA – PARTE I

RESERVA HUILO HUILO – O REINO ENCANTADO NO CORAÇÃO DA SELVA PATAGÔNICA – PARTE II

LAGOS ANDINOS NO CHILE – PUERTO VARAS: A CHEGADA E O PRIMEIRO DIA

LAGOS ANDINOS NO CHILE – PUERTO VARAS: SEGUNDO E TERCEIRO DIAS

LAGOS ANDINOS NO CHILE – PUERTO VARAS: QUARTO DIA

LAGOS ANDINOS NO CHILE – FRUTILLAR

LAGOS ANDINOS NO CHILE – PUCÓN: A CHEGADA E O PRIMEIRO DIA

LAGOS ANDINOS NO CHILE – PUCÓN: SEGUNDO DIA

LAGOS ANDINOS NO CHILE – PUCÓN: TERCEIRO E QUARTO DIAS

LAGOS ANDINOS NO CHILE – PUCÓN: QUINTO DIA

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*Este não é um post patrocinado. O espírito do blog é de narrar histórias e experiências, de forma que esse escrito reflete unicamente a opinião dos autores.

**Viagem realizada em março de 2018. Valores informados também correspondentes a março de 2018.

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