SOBRE VIAGENS DENTRO D’ÁGUA…

Praia do Patacho, em Alagoas, onde está o segundo maior banco de corais do mundo

Sou do signo de Peixes, com ascendente em Água. Doce, salgada, de rio, de lago, de mar, de cachoeira…

Gosto de água… que banha, que escorre, que lava a alma, que acalma… que energiza…

Embaixo d’água, a vida tem outro ritmo, numa velocidade mais lenta… tranquilo…

Lembro de quando fiz um mergulho. O único. Foi um mergulho assistido, guiada por um mergulhador (de verdade!). Deu trabalho acertar o passo do respiro. Inspira pela boca, solta pelo nariz. Inspirar. Expirar. Aprendendo…

A lembrança mais viva é a da lentidão… das tartarugas que passavam flutuando no azul, dos peixes que observavam aqueles “peixes estranhos”… E o sentimento maior foi liberdade!

Depois, veio uma experiência curiosa… de submarino. Sim, estava novamente embaixo d’água. Mas sem me molhar.

E, ao contrário do mergulho, não veio a liberdade. Estávamos “presos” numa pequena “cápsula”, lacrada, pra descer ao fundo do mar. Sim, tínhamos peixes. Muitos; inclusive atraídos pelos peixes que o comandante distribuía. Mas, era isso. A imensidão azul e nós, ali, na “cápsula”, isolados do restante.

Foi uma experiência diferente, inusitada. O sentimento não foi de liberdade!

E, no meio dessas, aconteceram outras, as mais libertadoras, as melhores de todas: as experiências de snorkeling. Onde e como me sinto em casa, me sinto pertencer, me sinto verdadeiramente de peixes, com ascendente em água.

Foram lugares diferentes, condições diferentes… peixes, arraias, estrelas do mar, lagostas, siris, mais peixes… sempre uma alegria encontrar esses seres que vivem na imensidão azul.

São encontros que são presentes. Os peixinhos curiosos, que se aproximam pra, em seguida, sair em disparada… os siris sempre em desabalada carreira… a lentidão das estrelas do mar… os “bichinhos” que se escondem assustados, em qualquer buraquinho que apareça…

Mas, com ou sem esses presentes, de verdade, o que vale é o mergulho, o deslizar nas águas, a tranquilidade, o silêncio… A gente entra numa realidade paralela, onde o ritmo é outro, onde a pressa não tem espaço, onde não há lugar pra palavras… nem sons, que não os da respiração…

Bora Bora, na Polinésia Francesa

Eu tô tentando descrever o que sinto nesses momentos, em que estou debaixo d’água, onde as horas passam em instantes. Mas, por mais que tente, minha tentativa é vã. Por mais concreta que pareça, a tarefa é descrever o quase indescritível. Ficam apenas os sentimentos de tranquilidade, de silêncio, de preenchimento, de pertencimento… e o sentimento maior, de liberdade!

#porquesomosdomundo

#sobreviajar

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O espírito do blog é de narrar histórias e experiências, de forma que esse escrito reflete unicamente a opinião dos autores.

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