SOBRE MOTIVOS PARA VIAJAR

Escultura de Yayoi Kusama, intitulada Narcisus Garden Inhotim*

As viagens podem entrar em nossa vida com os mais diferentes motivos… há os que viajam pra trabalhar, os que viajam pra relaxar, pra esquecer, por diversão, por desafio, por aventura, por promessa, por desejo…

Não importa o motivo da viagem, o fato é que ela sempre traz junto a possibilidade de novos horizontes.

E, quando falo em novos horizontes, não me refiro apenas às paisagens. Sim, elas vão estar lá, as mais diversas. Mas também vão estar lá as novas experiências, as novas pessoas, os novos sabores, as novas formas de ver e viver o mundo… os “novos horizontes”… E é isso que constitui sua verdadeira riqueza: a oportunidade de interagir com o diferente!

Viajar vai, necessariamente, nos fazer abandonar, ainda que por pouquíssimos dias, nossa rotina, nosso dia a dia, por vezes tão automático; vai nos tirar de nossa zona de conforto, aquela em que supomos controlar tudo… vai nos fazer olhar adiante, além de nós mesmos…

E, por outro lado, vai, também necessariamente, nos colocar frente a frente com novas realidades, ainda que essas novas realidades sejam apenas estar em um local diferente, ou dormir em uma cama que não é a “nossa”.

Seja qual for o propósito da viagem, seja qual for a duração, o que importa é o coração aberto, pra que essas novas realidades, esses novos horizontes entrem pelas portas de nossas almas e nos ensinem quantos e quão diversos somos nós, uns dos outros, em nossos modos de vida, e, junto a isso, nos ensinem a respeitar, acima de tudo, essas diversidades, porque delas é que vem esse colorido que faz o mundo tão interessante, inclusive pra viajar!

*Escultura instalada no Inhotim, em Minas Gerais, com 500 esferas de aço inoxidável, que flutuam sobre o espelho d’água da cobertura do Centro de Educação e Cultura Burle Marx. O vento e outros fatores externos criam novas formas para instalação, que reflete o céu, a água e a vegetação do entorno, além do próprio espectador, criando, nas palavras de Kusama, “um tapete cinético”. (texto de www.inhotim.org.br)… Um tapete cinético, como somos todos nós…

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