AS VIAGENS DE JAIME – A PRIMEIRA VEZ NA ESTRADA

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(#PraCegoVer: Fotografia em preto e branco; pernas de bebê, usando short estampado, de pés descalços, na areia da praia; por trás, aparece parte dos pés, também descalços, de uma pessoa adulta)

Por Renata Magalhães e Enver Cunha.

Há algum tempo, escrevi para o blog para contar sobre a nossa paixão pelo mundo e anunciar a chegada do nosso filho. Agora, com o pequeno nos braços, escrevo para compartilhar a experiência da nossa primeira viagem e fornecer informações práticas para encorajar outras famílias a fazerem as malas.

Fomos eu, meu marido e o nosso Jaime, com seis meses de vida, para Morro de São Paulo. Iríamos apresentá-lo ao mar em grande estilo e aproveitar que ainda não havíamos iniciado a introdução alimentar!

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A lindeza do mar de Morro de São Paulo (*)

Fizemos a travessia Salvador – Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, utilizando o serviço de ferry-boat. Como não era feriado, não foi necessário agendamento prévio, mas existe esta possibilidade e é muito importante para evitar horas de filas em dias de muito fluxo (o agendamento pode ser feito nesse site) .

Durante a travessia, Jaime circulou conosco em um canguru bem ergonômico (item de primeira necessidade para pais viajantes). Passamos a maior parte do tempo na parte superior da embarcação, vendo a paisagem, até que ele adormeceu e fomos para o carro acomodá-lo melhor.

canguru

O sono de Jaime era uma das questões que nos assustava em relação à viagem. O pequeno costuma tirar curtos cochilos durante o dia e acordar bastante durante a noite, mas vimos que a adaptação das crianças é surpreendente, desde que tratadas com atenção às suas necessidades e respeito aos seus momentos de pausa.

Feita a travessia, seguimos de carro até o atracadouro Bom-Jardim (à esquerda do posto policial, antes de Valença, na entrada para Guaibim), de onde partimos para Morro.

Em frente ao píer, há estacionamento, com e sem cobertura, para deixar o carro durante o período na Ilha de Tinharé, onde fica Morro de São Paulo, bem prático. Pagamos quinze reais por dia de estacionamento coberto e percebemos que há negociação em caso de viajantes em períodos mais longos. No atracadouro, pegamos uma lancha rápida até o Morro. Há uma parada em um povoado chamado Gamboa, mas todo o trajeto dura cerca de quinze/vinte minutos. Este atracadouro encurta bastante o trajeto.

Aqui vale dizer que o mais comum para quem vai a Morro de São Paulo de carro é seguir até Valença e, de lá, pegar a embarcação para o Morro. Todavia, partindo de Valença, o trajeto é mais longo, de quarenta/quarenta e cinco minutos, também em lancha rápida. Além disso, em Valença, o viajante precisa se orientar sobre o local de saída dos barcos pelas ruas da cidade e os estacionamentos ficam espalhados, um pouco mais confuso.

A passagem para a travessia é comprada por hora marcada e nos custou dezoito reais por pessoa. O trajeto de lancha rápida foi o que mais me deixou apreensiva por estar com o meu pequeno, mas acabou sendo tranquilo, sem muitos solavancos. A travessia não é feita em mar aberto e, observando a maré, pode-se pegar o mar como um tapetinho, bem lisinho (pedi o colete salva-vidas e fui atendida, mas não havia colete para crianças).

Chegando ao Morro, a sensação foi de imensa alegria. Estávamos em um paraíso que amamos e com o nosso pequeno. Sim, nós estávamos voltando à vida, curtindo-a ao nosso modo mesmo com um bebê! Parece bobagem, mas os primeiros meses para pais de primeira viagem são um tanto assustadores. Vivemos em função daquela pequena vida, não sobra tempo para nada e, não raro, sentimos aquele medo de que aquela bagunça não cesse, de não conseguir retomar o leme do barco, mas o certo é que tudo se ajeita!

Pois bem. Voltemos ao relato.

Morro é um povoado com algumas ladeiras. Significativas, aliás. Logo na chegada, há uma subida bem íngreme.

Homens prestam o serviço de carrinho de mão para transportar as bagagens até os hotéis e pousadas, mas já vimos pessoas com dificuldade de locomoção serem transportadas assim também (o que não é recomendável). O preço é negociado na hora e vale a pena estar bem informado sobre a localização da estada para poder argumentar melhor. Ouvimos ofertas de todo preço, mas não utilizamos o serviço, pois passaríamos apenas duas noites e, mesmo com um bebê, buscamos racionalizar a bagagem, o que é uma dica de ouro para todo viajante.

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A chegada de Morro… (*)

Ficamos hospedados no chamado Caminho da Praia. Um corredor de lojinhas e restaurantes, logo após a praça da Vila, mas antes da primeira praia. Achamos a localização estratégica porque próxima a farmácias e com um pequeno mercadinho 24 horas logo em frente da Pousada (Corujão 24h). O postinho de saúde de Morro de São Paulo fica localizado na base do caminho do Farol, acessível por uma caminhada pequena, mas, graças a Deus, não o utilizamos.

O centrinho de Morro (*)

Nos hospedamos na Charme Pousada Spa. De início, eu queria ficar em um dos bangalôs, mas fui aconselhada pelo gerente a ficar em uma suíte com varanda no primeiro andar e ele tinha toda razão. Os quartos e bangalôs estão dispostos morro acima e seria complicado com um carrinho de bebê.

A Pousada e suas escadarias

Ah! O carrinho foi muito útil para acomodar o pequeno em restaurantes e conseguirmos comer à vontade. Jaime adormeceu nele enquanto almoçávamos mais de uma vez (olha o pequeno se revelando um viajante nato, se adaptando a tudo sem problemas!!). O nosso carrinho é um modelo bem leve e dobrável, escolhido justamente para não nos sobrecarregar em viagens (modelo quinny zapp xtra II).

carrinho

Solicitamos na reserva e a pousada nos forneceu um pequeno berço para as noites de Jaime.

quarto com berço
Onde está Jaime?!

Algo simples, mas que acaba sendo uma boa dica para pais viajantes é que devemos acostumar nossos filhos com banho de chuveiro desde bem cedinho. Jaime se banha conosco nos finais de semana e tirou de letra o banho na ducha do hotel, sem que fosse necessário levar uma banheira. Menos um item na mala! Ponto para nós!

Batizamos o nosso filho no mar da nossa Bahia. Tudo bem que no primeiro dia, bem cedinho, com a água fria, ele não gostou muito.

agua fria

 

Mas no segundo… Jaime até dormiu enquanto caminhávamos da praia para o hotel.

gostando mais da agua 2

Além do canguru, levamos um sling feito em dry fit, uma delícia para carregá-lo no calor!

sling em dry fit
No sling em dry fit

Valeu a pena! Foi uma viagem incrível, que contribuiu, até mesmo, para simplificarmos a nossa rotina cotidiana. O sucesso do passeio nos deixou menos travados, mais seguros para levarmos nosso companheirinho por aí! Que venham as próximas!

…………

Nota dos autores do blog:

Este post traz o relato de Renata e Enver, amigos queridos que as viagens nos deram e que já nos presentearam com o lindo post Abrindo as portas do mundo, no qual nos contaram sobre a sua primeira viagem ao exterior e sobre a chegada de Jaime, seu futuro (naquele momento) companheirinho de viagem.

Agora, voltam pra nos falar novamente sobre “primeiras vezes”: a primeira viagem de Jaime, o primeiro banho de mar (no mar lindo de Morro de São Paulo), a primeira experiência de viagem da mamãe e do papai depois da chegada de Jaime…

É um relato cheinho de sentimento e de carinho, que traz detalhes e dicas preciosos para os papais e mamães viajarem com seus(as) pequenos(as). E que representa muito bem o espírito que nos move, quando escrevemos para o blog: o de ajudar e estimular as pessoas a viajar!

Estamos muito felizes com esse presente que nos deram!

Que venham sim, muitas viagens na vida de vocês três! Que venham muitas e felizes estradas pros pezinhos de Jaime percorrerem! O mundo os espera! Porque somos do mundo!

Obrigada e sejam muito felizes!

P.S. As fotos que ilustram o post são de Enver e Renata; excetuando-se as marcadas com (*), que são de Darcy e Fabiano Santos, que gentilmente nos cederam imagens de sua estada em Morro. Muito obrigada!

Novamente, obrigada!

Gardênia e Doalcey

……..

* Este não é um post patrocinado. O espírito do blog é de narrar histórias e experiências, de forma que esse escrito reflete unicamente a opinião dos autores.

**Viagem realizada em novembro de 2018.  Valores informados a também correspondentes a novembro de 2018.

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